O sistema prisional de Mato Grosso registrou 109 casos de tuberculose entre presos em 2026, conforme informações divulgadas pela Secretaria de Estado de Justiça. Segundo o órgão, todos os detentos diagnosticados estão em tratamento e, até o momento, não houve nenhuma morte causada pela doença nas unidades prisionais do Estado.
Ainda de acordo com os dados divulgados, atualmente não há casos suspeitos em investigação. Mato Grosso possui cerca de 16 mil presos em unidades de regime fechado. Quando são incluídas pessoas do semiaberto, aberto e monitoradas por tornozeleira eletrônica, o número de indivíduos sob responsabilidade do Estado chega a aproximadamente 23 mil.
A tuberculose é uma doença infecciosa que atinge principalmente os pulmões e pode ser transmitida pelo ar. A circulação da bactéria tende a preocupar ainda mais em locais fechados, com grande concentração de pessoas e convivência contínua, como ocorre em unidades prisionais.
Por esse motivo, o monitoramento dentro do sistema penitenciário é considerado fundamental para identificar casos com rapidez, iniciar o tratamento e reduzir o risco de transmissão para outros detentos e servidores.
Entre os principais sintomas da tuberculose estão tosse persistente, febre, suor noturno, emagrecimento, cansaço e falta de apetite. Em caso de suspeita, a recomendação é procurar atendimento de saúde para avaliação e realização de exames.
Mais de 13 mil atendimentos desde 2021
Para tentar conter a propagação da doença, o Estado informou que mantém ações de exames, acompanhamento e atendimento dentro das unidades prisionais. Desde 2021, foram realizados mais de 13 mil atendimentos no sistema penitenciário mato-grossense.
Os presos passam por exames como Teste Rápido Molecular e raio-X de tórax, realizados com apoio de uma unidade móvel da Secretaria de Estado de Saúde, que percorre penitenciárias de Mato Grosso. Também são feitas coletas de material para investigação da doença e acompanhamento dos pacientes com diagnóstico positivo.
Segundo a Secretaria de Justiça, o serviço foi ampliado neste ano com novos exames e tecnologias voltadas a acelerar os atendimentos nas unidades prisionais. A medida busca garantir diagnóstico mais rápido e tratamento adequado aos internos.
Controle da tuberculose é desafio de saúde pública
O controle da tuberculose no sistema prisional é um desafio de saúde pública. A doença tem tratamento, mas exige acompanhamento contínuo e uso correto da medicação pelo período indicado pelos profissionais de saúde.
Quando o tratamento é interrompido, há risco de agravamento do quadro e de resistência aos medicamentos, o que torna o combate à doença mais difícil. Por isso, o acompanhamento dos pacientes diagnosticados é uma das etapas mais importantes dentro das unidades.
Além da testagem, medidas como ventilação dos ambientes, identificação precoce de sintomas, isolamento quando necessário e acompanhamento clínico ajudam a reduzir a transmissão.

Situação segue monitorada
A Secretaria de Justiça informou que os casos confirmados estão sendo acompanhados pelas equipes responsáveis. A expectativa é que o trabalho de monitoramento continue ao longo do ano, principalmente nas unidades com maior circulação de pessoas.
Mesmo sem mortes registradas até agora, os números reforçam a necessidade de atenção permanente à saúde prisional em Mato Grosso. O acompanhamento adequado protege não apenas os detentos, mas também servidores, familiares e toda a rede que mantém contato com o sistema penitenciário.













