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7 empresas são investigadas por fraude em consignados em MT

PF apura suspeita de empréstimos disfarçados de cartão que teriam prejudicado servidores e aposentados

Oscar polita
Oscar Junior Polita é jornalista, portador do Registro Profissional — DRT nº 0003479/MT, comunicador e responsável pelo Mutum Notícias, veículo de comunicação com atuação em Nova...
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7 empresas são investigadas por fraude em consignados em MT

Sete empresas estão no centro de uma investigação sobre possíveis irregularidades envolvendo operações de crédito consignado que teriam prejudicado servidores públicos, aposentados e pensionistas. A apuração ganhou força com a Operação Fugazi, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (15).

Segundo a Polícia Federal, o grupo econômico investigado é suspeito de oferecer operações apresentadas aos consumidores como cartão de crédito consignado, mas que, na prática, funcionariam como empréstimos consignados com cobrança de juros elevados e mecanismos que poderiam dificultar a quitação das dívidas.

De acordo com reportagem do g1 reproduzida por outros veículos, a Capital Consig aparece como principal empresa investigada. Também são citadas Clickdigital Participações S.A., Clickbank Instituição de Pagamentos Ltda., Bemcardes Benefícios S.A., ABCCARD Cartões Ltda., Quiz Holding Ltda. e Cartos Sociedade de Crédito Direto S.A.

7 empresas são investigadas por fraude em consignados em MT

Operação investiga funcionamento dos contratos

A Operação Fugazi cumpriu 13 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul. As ordens foram expedidas pela Justiça Federal em Mato Grosso, que também determinou medidas de bloqueio de valores e ativos financeiros, além do sequestro de bens móveis e imóveis ligados aos investigados.

A suspeita é de que clientes acreditavam contratar um cartão de crédito consignado, porém ficavam vinculados a operações financeiras que poderiam manter descontos recorrentes diretamente na folha de pagamento ou no benefício previdenciário.

Conforme a investigação, os mecanismos utilizados poderiam dificultar a redução efetiva da dívida e, em determinadas situações, provocar até mesmo o crescimento do saldo devedor ao longo do tempo.

Além das possíveis fraudes nas operações de crédito, a Polícia Federal também apura indícios de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e lavagem de dinheiro. As investigações continuam para identificar o fluxo dos recursos e esclarecer a participação de cada um dos envolvidos.

Denúncias teriam iniciado investigação

As primeiras suspeitas teriam surgido após denúncias apresentadas por sindicatos representantes de servidores públicos de Mato Grosso. Segundo as informações divulgadas, entidades procuraram as autoridades relatando possíveis irregularidades relacionadas à comercialização dos produtos financeiros.

Entre os problemas apontados nas denúncias estariam a ausência de cartão físico, falta de envio de faturas, operações conhecidas como “tele saque” e descontos contínuos em folha que dificultariam a quitação das dívidas.

A partir dos indícios, as autoridades avançaram nas apurações até a deflagração da Operação Fugazi, que busca reunir documentos e outros elementos para esclarecer como as operações financeiras eram estruturadas.

Empresa se manifesta

Em manifestação divulgada após a operação, a Capital Consig afirmou ter recebido a ação com surpresa e considerou as medidas adotadas desnecessárias e desproporcionais. A empresa também informou que colaborará com as investigações, entregará os documentos solicitados e disse manter compromisso com a legalidade e as normas regulatórias. Segundo a empresa, as atividades continuam normalmente.

As investigações ainda estão em andamento e, até o momento, as suspeitas levantadas pelas autoridades não representam condenação das empresas ou das pessoas investigadas.

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Oscar Junior Polita é jornalista, portador do Registro Profissional — DRT nº 0003479/MT, comunicador e responsável pelo Mutum Notícias, veículo de comunicação com atuação em Nova Mutum e região. Atua na produção de conteúdo jornalístico, cobertura política, comunicação institucional e informação regional com foco na comunidade mutuense.