Faissal nega ligação financeira com desembargador afastado

Deputado diz estar pronto para esclarecer investigação da Polícia Federal

Redação / Mutum Notícias
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Faissal nega ligação financeira com desembargador afastado

O deputado estadual Faissal Calil (PL) negou ter realizado transações financeiras ligadas ao desembargador afastado Dirceu dos Santos, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A declaração foi dada após o parlamentar ser citado no contexto da Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal na segunda-feira (8), para apurar um suposto esquema de venda de decisões judiciais e lavagem de dinheiro em Mato Grosso.

A investigação tem como alvos o desembargador afastado Dirceu dos Santos, o deputado estadual Faissal Calil e o advogado Bruno Oliveira Castro. Segundo a Polícia Federal, a apuração envolve suspeitas de corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro. Também foram determinadas medidas como busca e apreensão e quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa estadual, Faissal afirmou que não mantém relação atual com o magistrado e que se afastou de contatos ligados ao Tribunal de Justiça desde que assumiu mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O parlamentar também disse ter interesse no rápido esclarecimento dos fatos.

Faissal nega ligação financeira com desembargador afastado

“Estou pronto para esclarecer todos os fatos. Eu preciso me inteirar mais [sobre o conteúdo do processo] para dar uma informação mais concreta. Não há nenhuma transação de mim com ele, isso não é verdade. Desde que eu virei deputado, eu perdi todos os mesmos contatos, me afastei de todos”, declarou Faissal, conforme publicado pelo portal O Livre. PF apura movimentações financeiras

Conforme a apuração da Polícia Federal, os investigadores analisam movimentações financeiras que somariam R$ 3,3 milhões. A suspeita é de que contas consideradas paralelas ou marginais teriam sido usadas para ocultar a origem de recursos supostamente ilícitos.

Faissal é apontado pela investigação como possível operador financeiro, o chamado “laranja”, do desembargador afastado. A defesa do parlamentar, no entanto, nega qualquer ligação financeira com Dirceu dos Santos e sustenta que o deputado não participou de transações relacionadas ao magistrado.

A Operação Gemini busca aprofundar a apuração sobre um possível esquema de comercialização de decisões judiciais no âmbito do Judiciário mato-grossense. Segundo a Agência Brasil, os mandados foram cumpridos em endereços ligados aos investigados na manhã de segunda-feira.

Ainda conforme informações divulgadas pela imprensa nacional, Faissal declarou ter entregue o aparelho celular e a senha aos agentes da Polícia Federal durante o cumprimento das medidas. O deputado também negou envolvimento com qualquer esquema de venda de sentenças.

Antes de ingressar na política, Faissal atuou como servidor no Judiciário de Mato Grosso, inclusive em gabinete ligado ao desembargador Dirceu dos Santos. O parlamentar, porém, afirma que não mantém contato com o magistrado desde que assumiu o mandato na Assembleia Legislativa.

Caso segue em investigação

A Operação Gemini ocorre em meio a uma série de investigações envolvendo suspeitas de venda de decisões judiciais no país. No caso de Mato Grosso, a Polícia Federal tenta identificar se houve participação de agentes públicos e intermediários em movimentações financeiras destinadas a ocultar recursos de origem supostamente criminosa.

Até o momento, os investigados não foram condenados. O caso segue em fase de apuração, e as responsabilidades individuais ainda deverão ser analisadas pelas autoridades competentes.

A reportagem reforça que todos os citados têm direito à ampla defesa e ao contraditório, conforme previsto na legislação brasileira.

Impacto político em Mato Grosso

O caso também ganha repercussão no cenário político estadual, já que Faissal Calil deve disputar as eleições de 2026. A citação do parlamentar em uma operação da Polícia Federal amplia o desgaste político e deve provocar novos desdobramentos nos próximos dias.

A expectativa agora é sobre os próximos passos da investigação, a manifestação formal das defesas e eventuais decisões judiciais relacionadas ao material apreendido pela Polícia Federal.

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