A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (23), a Operação Gateiro, que investiga esquemas de desvio de energia elétrica, popularmente conhecidos como “gato”, em estabelecimentos comerciais de Várzea Grande. A ação resultou na prisão em flagrante de um empresário e de uma gestora de uma entidade de recuperação para dependentes químicos.
As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande (DEE-VG) e tiveram início após desdobramentos da Operação Curto-Circuito, realizada em 2025, que identificou fraudes em medidores de energia elétrica na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande.
Durante a operação, os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão em Cuiabá contra um técnico eletricista apontado como responsável por implantar sistemas clandestinos de desvio de energia em empresas da região. Na residência do investigado, o celular dele foi apreendido para análise e continuidade das investigações.
Na sequência, equipes da Polícia Civil, Energisa e Politec realizaram fiscalizações em diversos estabelecimentos comerciais. Em um restaurante localizado no bairro Jardim Eldorado, os peritos encontraram um medidor adulterado, configurando fraude no consumo de energia. O proprietário, de 53 anos, foi preso em flagrante.
Outra irregularidade foi identificada em um centro de recuperação para dependentes químicos, no bairro Capão do Pequi. Segundo a Polícia Civil, o local também utilizava um sistema fraudulento para reduzir o registro do consumo elétrico. A gestora e tesoureira da instituição, de 44 anos, foi detida em flagrante.
De acordo com a investigação, os dois presos já possuem antecedentes relacionados a fraudes envolvendo energia elétrica. A Polícia Civil informou que as diligências continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
O delegado Ruy Guilherme Peral, que coordena as investigações, destacou que a operação busca atingir não apenas os beneficiários das fraudes, mas também os responsáveis pela instalação dos mecanismos clandestinos.
“Identificar e responsabilizar aqueles que implementam as estruturas físicas das fraudes é fundamental para desarticular completamente esses esquemas criminosos”, afirmou o delegado.
Segundo a Polícia Civil, o furto de energia provoca prejuízos milionários às concessionárias e impacta diretamente toda a sociedade, além de representar riscos de acidentes, curtos-circuitos e incêndios. As investigações seguem em andamento e novos desdobramentos não estão descartados.












