Empresário e cabo eleitoral são multados em R$ 100 mil por propagar pesquisa no WhatsApp em MT

Folha Max - 20/06/2018 08h23 - Atualizado em 20/06/2018 08h23

O juiz eleitoral de Várzea Grande, Carlos José Rondon Luz, condenou anteontem o empresário Alan Rener Tavares, o Alan da Topgás (PSB), e o cabo eleitoral Willian Sidney Araújo de Morais, a pagar mais de R$ 50 mil cada, por terem divulgado no WhatsApp uma pesquisa eleitoral feita pelo Certus Pesquisa e Consultoria sem o devido registro no Tribunal Regional Eleitoral, durante o pleito de 2016, em Várzea Grande. Na ocasião, Alan foi candidato derrotado a prefeito.

A ação foi proposta pela atual prefeita, Lucimar Sacre de Campos, e pela coligação "Pra Avançar e Melhorar", da qual ela fez parte nas últimas eleições municipais. Eles apontaram que no dia 12 de setembro de 2016, Alan e Willian divulgaram a pesquisa nos grupos "#VamosAgirVG" e "Várzea Grande Alerta", o que se configuraria como uma tentativa de induzir os eleitores do município a erro..

Em sua defesa, Alan afirmou que "não tinha conhecimento que estava sendo divulgada qualquer tipo de pesquisa apócrifa e que se houve qualquer manipulação ou divulgação de pesquisa irregular, não foi com o intuito de beneficiar o representado, já que na referida pesquisa ele aparece em último lugar". Já Willian alegou que "não estava divulgando ou compartilhando qualquer pesquisa eleitoral, bem como alegou que não realizou ou confeccionou a aludida pesquisa".

As defesas de Alan e Willian ainda pediram pela realização de prova pericial, alegando que "o recurso de printar mensagem é algo absolutamente passível de acontecer, podendo ser feito por qualquer pessoa ou pode até mesmo ser montagem", mas desistiram do pedido posteriormente. O magistrado apontou que provas documentais comprovam que os dois repassaram a pesquisa nos grupos do aplicativo. "Assim, de acordo com as provas documentais e testemunhais, não há dúvida de que os representados Willian Sidney e Alan Rener infringiram a Lei e, portanto, estão naturalmente sujeitos à aplicação da sanção prevista no referido dispositivo legal", ressalvou o magistrado.

O juiz eleitoral ainda pontuou que Willian seria reincidente, já que já tinha sido multado pelo mesmo motivo e aplicou uma multa de R$ 60 mil. Já Alan terá que pagar R$ 53,2 mil.

Após o trânsito em julgado, os dois terão 30 dias para quitar a dívida. Caso não efetuem o pagamento, serão inscritos na dívida ativa.