Mãe de índia recém-nascida enterrada viva em MT, adolescente de 15 anos diz à polícia que quer ficar com a filha

G1 MT - 12/06/2018 15h41 - Atualizado em 12/06/2018 15h41

Adolescente de 15 anos, mãe da índia recém-nascida – que foi resgatada depois de ser enterrada viva pela família dela, no início do mês, em Canarana, a 838 km de Cuiabá – foi ouvida e manifestou interesse em ficar com a filha, de acordo com a Polícia Civil.

Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), a recém-nascida está sob a tutela do estado e, somente ao fim do inquérito policial, a Justiça deve decidir se ela volta para a família ou entra para a fila de adoção.

A bebê ficou enterrada por cerca de 6 horas, sobreviveu e foi resgatada por policiais, que registraram ação em vídeo.

A bisavó da recém-nascida foi presa em flagrante e, depois de audiência de custódia, teve a prisão preventiva decretada.

Kutsamin Kamayura, de 57 anos, foi ouvida e alegou que a criança não chorou e, por isso, acreditou que estivesse morta. Seguindo o costume da comunidade indígena, ela enterrou o corpo no quintal, sem comunicar os órgãos oficiais.

De acordo com a polícia, a indígena deve ficar presa na sede da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Gaúcha do Norte, a 595 km de Cuiabá. A transferência foi autorizada pela Justiça.

A avó da bebê, Tapoalu Kamayura, de 33 anos, também está presa. Segundo as investigações, as duas premeditaram e planejaram enterrar a recém-nascida, uma vez que não aceitavam a criança já que o pai do bebê seria um índio de outra etnia.