Colheita da Soja em Nova Mutum está na fase inicial

Editoria Agro - 17/01/2018 08h09 - Atualizado em 17/01/2018 08h09

Emerson Zancanaro - Presidente do Sindicato Rural. (Foto: Alex Pereira - Mutum Noticias) Emerson Zancanaro - Presidente do Sindicato Rural. (Foto: Alex Pereira - Mutum Noticias)

A colheita da soja em Nova Mutum está em estágio inicial. Conforme informações do Sindicato Rural até agora foram colhidos apenas 5% de toda área plantada que é de 410 mil hectares. Em Mato Grosso a colheita também está em 5%, se comparado ao mesmo período do ano passado, a retirada dos grãos está atrasada em 4% de acordo com dados do Instituto Matogrossense de Pesquisa e Economia (IMEA).

A medida que a soja está colhida as maquinas já estão avançando com o plantio do milho safrinha e algodão. A presença de boa umidade no solo tem contribuído para germinação das sementes.

O presidente do Sindicato Rural Emerson Zancanaro cita que o clima tem favorecido a colheita. "Os produtores estão conseguindo tirar o produto da lavoura com boa qualidade, pela média estamos tendo uma produtividade entre 50 e 55 sacas por hectare", Acrescenta.

Segundo Zancanaro a grande expectativa é que até o final de janeiro a colheita tenha avançado para que os produtores não tenham prejuízos quanto à janela do plantio da segunda safra. "A expectativa é de que o clima colabore com a colheita da soja a fim de proporcionar o plantio das culturas de safrinha dentro da janela de fevereiro", Explica.

Rodovia BR-163 é o grande gargalo que os produtores enfrentam para escoarem sua produção. Rodovia BR-163 é o grande gargalo que os produtores enfrentam para escoarem sua produção.

BR-163

A Rodovia BR-163 principal rota de escoamento de produção da safra produzida em Mato Grosso, ainda é o grande gargalo para os produtores. O alto custo para levar os grãos do campo aos portos e as condições inadequadas da rodovia elevam ainda mais o custo da produção.

Mesmo sob a concessão da Rota do Oeste, grupo ligado a Odebrecht, a rodovia não possui um 1 km de duplicação no trecho de Sinop a Cuiabá, considerado a região mais perigosa para o escoamento.

Setores do agronegócio estão preocupados com o aumento do fluxo de caminhões pesados durante a safra. Eles temem que trechos da rodovia que já apresentam falhas possam ser ainda mais danificados com o trafego intenso de caminhões carregados.